DRT gasta R$ 107 mil com extravios
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quarta-feira, 26 de novembro de 2003
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A Delegacia Regional do Trabalho (DRT) gastou este ano pelo menos R$ 107 mil com a emissão de 13.456 segundas vias da Carteira de Trabalho para quem perdeu o documento original e precisou providenciar o novo. Essas carteiras, que tiveram que ser refeitas por causa da perda pelos seus responsáveis, correspondem a aproximadamente 23% das 56.845 segundas vias emitidas pela DRT e a 5% do total do 242.846 documentos (primeira e segunda vias) emitidos neste ano.
Segundo o delegado regional do Trabalho, Geraldo Serathiuk, esses R$ 107 mil gastos na confecção das segundas vias das carteiras perdidas seriam suficientes para custear todas as despesas da equipe de fiscalização no interior do Estado durante um ano. Isso significa que, se os usuários fossem mais cuidadosos, a DRT teria uma economia considerável. Para a DRT, o custo de confecção de cada carteira é de R$ 8. Já para o usuário, o documento é gratuito.
De acordo com a chefe de Carteiras da DRT, Regina Canto do Canto, são vários os motivos que levam o trabalhador a requisitar a segunda via. No caso de perda, extravio ou roubo do documento, a recomendação é que, antes de solicitar a emissão de segunda via, a pessoa se informe para saber se o documento perido não foi entregue à delegacia. A DRT tem hoje 19 mil carteiras que foram extraviadas e estão guardadas em 190 caixas próprias de ''arquivo morto'' a espera de seus donos. Quem perdeu o documento pode consultar o site do governo na internet (www.pr.gov.br) para saber se a sua carteira está na DRT.
Além do prejuízo material, há ainda um grande custo com mão de obra. Para fazer cada carteira são necessárias seis pessoas. A confecção funciona como uma espécie de linha de montagem, que começa pelo servidor que faz a entrega das senhas na entrada da DRT, subdelegacias ou agências de atendimento, seguido pelo que faz a triagem dos dados. Depois vem o digitador que registra os dados que serão inscritos no documento, o servidor que reproduz a foto e imprime as páginas com os dados pessoais do portador, o encarregado da montagem e, por último, o que faz a entrega da carteira pronta. Todo esse trabalho pode durar até cinco dias, segundo Regina.
Os homens maiores de 18 anos são, segundo as estatísticas da Seção de Identificação e Registro Profissional da DRT, os mais distraídos. Este ano eles já foram responsáveis por 8.965 perdas, contra 4.254 mulheres maiores. Os homens são os que mais perdem as carteiras também entre os trabalhadores mais jovens. A proporção, este ano, é de 160 garotos para 77 garotas.


