A biologia molecular e a engenharia genética poderão substituir em breve algumas intervenções cirúrgicas do coração. A observação foi feita ontem, no Rio, pelos médicos Victor Dzau, diretor-científico do Brigham-Women’s Hospital, em Boston, nos Estados Unidos, e José Eduardo Krieger, diretor do Instituto do Coração da Universidade de São Paulo (USP) e um dos maiores especialistas em biologia molecular do Brasil. Segundo Dzau, os avanços da medicina molecular poderão representar em alguns anos a cura de doenças graves como a hipertensão e a arteriosclerose. Cirurgias cardiovasculares poderiam ser substituídas por microcirurgias ou injeções que levariam ao organismo gens e ‘‘drogas inteligentes’’, como definiu Dzau, com funções de regenerar e revitalizar o coração. Dzau está à frente de um dos mais ambiciosos projetos da engenharia genética voltado para o tratamento das doenças do coração: o projeto genoma, desenvolvido em praticamente todos os países do mundo e que deverá estar concluído até 2005. (AE)

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