Droga é vendida em árvore de Natal
Os traficantes do Rio estão trocando as embalagens convencionais, plásticos e papelotes, por motivos que se adaptam as datas festivas de fim de ano para comercializar as drogas. Policiais do Posto de Policiamento Comunitário (PPC) do 1º Batalhão de Polícia Militar apreenderam, ontem, durante uma operação no Morro da Coroa, no Catumbi, zona norte da cidade, uma árvore de Natal enfeitada com 117 trouxinhas de maconha, de aproximadamente 15 gramas cada, embaladas em saquinhos amarrados com fitas vermelhas, prontos para serem vendidos.
Segundo o delegado da 6ª Delegacia de Polícia, Juber Alves Baesso - que coordenou a operação e para onde foi levado o material - existe um forte esquema de segurança montado, com 45 homens, para evitar o comércio das drogas. Este tipo de comportamento não é só para dissimular as vendas, já é audácia e nós vamos impedir esse tipo de atuação, vamos sufocá-los até o fim.
O material apreendido foi encontrado num beco próximo à Associação dos Moradores do Morro da Coroa. De acordo com Baesso, os seis possíveis traficantes envolvidos conseguiram fugir, sem que houvesse troca de tiros.
No início da semana foram apreendidos, no mesmo local, 25 bonecos de Papai Noel recheados de cocaína e 24 bolas de enfeites de árvores, por policiais da mesma delegacia. A droga estava dentro de uma mochila e ninguém foi preso.
Bomba - O delegado Antônio Carlos Rayol, da Polícia Federal, deve receber hoje o laudo do Instituto Carlos Éboli (ICE) sobre as duas bombas encontradas no Centro Federal Tecnológico Celso Suckow Fonseca (Cefet), no Rio. Uma das bombas explodiu dia 24, mutilando a mão direita da professora Maria de Fátima Pascarelli.
A intenção de Rayol é comparar o laudo ao exame de outro artefato, que explodiu em um prédio da Tijuca, zona norte, em agosto passado. No prédio, mora M.G.L., estudante do 4º ano de mecânica do Cefet. Ele é um dos principais suspeitos do atentado à professora, embora nunca tenha sido aluno dela.
Segundo Rayol, o laudo da bomba da Tijuca, que já está em sua mãos, mostra que se trata de um explosivo de pólvora de fabricação caseira semelhante aos encontrados no Cefet. A diferença está no mecanismo de detonação.Agência Estado(Não é permitida a reprodução total ou parcial desta foto dentro ou fora do Brasil)Delegado Júber Alves Baesso e a árvore de Natal: traficantes abusadosAgência Estado





