DRMI é a maior causa de cegueira no mundo
Londrina - A cada ano surgem 120 mil novos casos de degeneração macular relacionada à idade (DRMI) no Brasil. ''Com o aumento da longevidade a tendência é que o problema aumente, pois a expectativa é de que até 2020 a população de sexagenários duplique'', expõe oftalmologista André Vieira Gomes.
A enfermidade pode ser identificada pela presença de drusas (acumulação de materiais extracelulares amarelados sob a retina) associadas a alterações pigmentares na mácula, que é a região central da retina. A mácula é a área de maior foco e definição das imagens é ela a responsável pela leitura e definição das cores.
Existem dois tipos de DRMI: benigna (seca) e grave (hemorrágica). Algumas medicações que podem ser infundidas no olho permitem que o problema pare de crescer. São tratamentos que, segundo o médico, não existiam há três ou quatro anos. ''A DRMI faz com que uma pessoa fique com dez ou 11 vezes mais dificuldades para discar um telefone e com quatro a cinco vezes mais dificuldades para preparar a comida.''
O oftalmologista Alexandre Hasegawa destaca que nos estágios iniciais, muitas vezes, a pessoa não apresenta nenhum sintoma ou queixa, o que dificulta o diagnóstico precoce. ''Por isso é muito importante que se faça consultas periódicas com o seu oftalmologista'', aconselha. Ele informa que nos sintomas iniciais a pessoa pode queixar-se de metamorfopsias (ao observar uma linha reta, a pessoa enxerga esta linha entortando) e dificuldade para leitura em ambientes menos iluminados.
Para Hasegawa, com a progressão da doença, o paciente pode apresentar diminuição, distorção ou borramento da visão, e ainda, um escotoma central (como se a pessoa enxergasse as orelhas, queixo e cabelo, mas não conseguisse ver o rosto de outra pessoa).(V.O.)





