Dresdner amplia linhas para exportação em US$ 20 milhões
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quinta-feira, 18 de março de 1999
Por Rita Tavares 
São Paulo, 19 (AE) - O Dresdner Bank Brasil ampliou sua linha de financiamento para exportações brasileiras em US$ 20 milhões, a partir de captações no mercado externo, junto a quatro bancos - europeus e norteamericanos. O diretor-executivo do banco, João Nogueira Batista, afirmou que essas captações "demonstram que os bancos estão começando a abrir linhas de financiamento para o Brasil".
As captações foram feitas logo após a assinatura do acordo de revisão do governo brasileiro com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e durante a viagem da equipe econômica a países europeus. "Não é uma tendência consolidada, mas mostra uma reversão de expectativas do mercado internacional", disse Batista, que considera o acordo com o FMI, como "um importante divisor de águas".
Embora o mercado internacional ainda não tenha restabelecido sua confiança no Brasil, o acordo com o FMI aponta "uma possibilidade de saída". Agora, o governo precisa demonstrar capacidade de execução do acordo e das metas fiscais. A aprovação da cobrança CPMF por mais três anos demonstrou o empenho do Congresso. "Se o governo vacilar na execução, será pior do que a derrota."
A queda dos índices de inflação neste mês é um fator positivo, de acordo com Batista, mas não determinante na avaliação do cenário macroeconômico brasileiro, porque não alterou ainda a projeção para o acumulado de 1999. A discussão sobre uma ameaça da reindexação da economia ainda não contaminou as discussões sobre o mercado brasileiro no exterior. "Ainda é uma questão interna", disse. Prefixados - Sobre o anúncio do Tesouro Nacional da realização do primeiro leilão de títulos prefixados na próxima semana, o diretor do Dresdner disse que é uma decisão positiva. "Aponta para um viés de baixa", afirmou, ponderando que permitiria uma rolagem mais eficiente da dívida. Sua expectativa é de que o mercado dê uma resposta positiva.


