Dragagem de canal e portos deve começar em 30 dias
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quarta-feira, 11 de julho de 2007
Andréa Bertoldi<br>Equipe da Folha 
Curitiba- A primeira etapa da dragagem do Canal da Galheta e dos portos de Paranaguá e Antonina, chamada de ''manutenção essencial'', deve começar em 30 dias. Esta é a previsão para que o processo licitatório seja concluído. Os custos serão definidos no edital de licitação. O volume a ser dragado nesta primeira etapa é de 9 milhões de metros cúbicos que terão como destino quatro áreas de despejo. Estes dados fazem parte do relatório final da comissão especial de dragagem entregue ontem ao superintendente dos portos de Paranaguá e Antonina, Eduardo Requião.
De acordo com a administração do porto, todas as licenças ambientais da primeira fase já foram emitidas pelo Instituto Ambiental do Paraná. A fase um do serviço deve ser finalizada em 2008. As áreas de despejo do material serão a ACE 20 (Área Circular Externa) e o cais leste, em Paranaguá; e o Eco Parque de Antonina e o terminal da Ponta do Félix, no Porto de Antonina. Segundo a Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), as áreas de despejo não irão comprometer o fluxo de navios.
Na ACE 20, que tem 20 metros de profundidade, serão depositados 3,270 milhões m3. No cais leste, 1,859 milhão de m3. No Eco Parque, serão despejados 3,355 milhões m3. O material que for dragado na Ponta do Félix será despejado no próprio terminal.
Em 2009, continuará a dragagem de manutenção e serão incluídas áreas essenciais que não puderam ser contempladas na primeira fase. A terceira e última fase da dragagem está prevista para 2010 e será de aprofundamento. De acordo com a comissão de dragagem, para esta última etapa será necessário fazer estudos de engenharia e avaliações ambientais. Os dois berços da Cattalini, usados para embarque e desembarque de granéis líquidos serão dragados com recursos próprios da empresa.
Os 3,5 mil trabalhadores que pararam o porto na segunda-feira decidiram dar uma trégua nas paralisações até segunda-feira. Caso as negociações sobre o fundo social - utilizado para prestar atendimento de saúde - não avancem, os trabalhadores ameaçam parar novamente. ''Não podemos esperar. Atendemos 5.440 pessoas por mês com o fundo social'', disse o presidente do Sindicato dos Estivadores, Arivaldo Barbosa José. Para ajudar na solução do impasse entre trabalhadores e operadores portuários foi criada uma comissão. O presidente do Sindicato dos Operadores Portuários (Sindop), Edson Aguiar, disse que está aberto a negociação.


