Dragagem de canais é o
problema mais grave
A dragagem dos canais extravasores das águas em Pontal do Paraná e Matinhos é uma questão que se tornou difícil de ser resolvida. Os trabalhos estão embargados há três meses pela Justiça após manifestação feita pela Procuradoria-Geral da República que acatou denúncias de entidades ambientalistas. Em alguns pontos de Pontal do Paraná, por exemplo, o que se vê são canais assoreados pela lama e vegetação aquática e que podem colocar em risco populações ribeirinhas em dias de enxurrada.
Em Matinhos falta concluir apenas 10% da dragagem. No município de Pontal, o índice é pouco mais alto: 20%. Para o prefeito Hélio Gaisller de Queiroz (sem partido), a dragagem foi interrompida nas áreas mais delicadas. ‘‘Estamos insistindo junto ao governo do Estado para que se faça uma defesa da dragagem para liberar a limpeza o quanto antes’’, observa.
O município enfrenta outro problema: o atraso na entrega do aterro sanitário que atenderá também o município de Matinhos. As informações que chegaram até o prefeito são de que a empreiteira não recebeu parte dos recursos para continuar a obra. O aterro sanitário deveria ter sido inaugurado em julho. Agora, o prefeito espera que ele fique pronto antes do verão.
A arrecadação do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) também representa outro problema. Segundo projeções de Hélio Gaisller de Queiroz, cerca de 70% dos contribuintes deixaram de pagar o tributo em dia.
Na tentativa de incentivar os inadimplentes a quitar os débitos pendentes com o fisco municipal, a Prefeitura resolveu dar o troco. Inaugurou há um mês o sistema de iluminação nos balneários de Praia de Leste e Ipanema, onde a maior parte dos contribuintes honra o pagamento do IPTU. Em Ipanema, cerca de 800 metros de praia receberam postes de iluminação e aproximadamente um quilômetro de areia de Praia de Leste foi iluminada. A prefeitura investiu cerca de R$ 200 mil em recursos próprios.
As principais vias de ligação de Pontal do Paraná passam por nova pavimentação. São três quilômetros na Avenida Atlântica, no trecho que compreende os balneários de Mirassol até Guarapari e cerca de 800 metros de asfaltamento na avenida de mão dupla do Balneário Primavera. O acesso com extensão de quatro quilômetros até a localidade de Mangue Seco, considerada a mais carente de Pontal do Paraná, está recebendo pavimentação.
Na área de saneamento básico, o município ainda não dispõe de nenhuma infra-estrutura. ‘‘Nossa rede é zero, mas tenho certeza que virá algum recurso da Sanepar pois o município não tem condições de arcar sozinho com este ônus’’, diz o prefeito. (D.V.)

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