São Paulo, 06 (AE) - A rede de serviços automotivos DPaschoal, em parceria com a empresa de segurança Graber e com a companhia texana Hines, que planeja "business park", vão apresentar no próximo dia 13 o projeto do primeiro parque empresarial do País, na região de Campinas, interior de São Paulo. O empreendimento, denominado Techno Park Campinas e orçado em R$ 160 milhões, vai oferecer uma infra-estrutura urbana e de telecomunicações para aproximadamente 70 empresas que poderão instalar escritórios, centros de distribuição, indústrias não-poluentes, centros comerciais, hotéis, entre outros, segundo o diretor de planejamento do projeto, José Luiz Guazelli. O término das obras está previsto para o início ano 2000.
Guazelli explicou que esse empreendimento possui localização estratégica, pois está situado no entroncamento das rodovias Anhanguera, Dom Pedro I e Bandeirantes, próximo à cidade de Campinas. Além disso, é uma região servida por ramal ferroviário. O Technopark tem 524 mil metros quadrados de área e contará ainda com um anel de fibra ótica que vai interligar todos os usuários ao sistema nacional de telecomunicações. O anel foi um investimento realizado pela Telefônica, que será a provedora de todos os serviços de telecomunicações do empreendimento.
Esta primeira fase do projeto custou aproximadamente R$ 10 milhões a todos os participantes: IBM (que irá desenvolver projetos para prédios inteligentes), Telefônica, DPaschoal, Graber, Sanasa (empresa responsável pelo fornecimento de água e esgoto na região) e Companhia Paulista de Força e Luz. Nos próximos 4 anos, explicou Guazelli, serão investidos outros R$ 150 milhões para ocupar 250 mil metros quadrados de construção civil. Esse investimento, no entanto, vai ficar por conta das empresas que quiserem se instalar dentro do parque empresarial.
A fase de obras do Techno Park vai gerar 2,5 mil empregos. Quando estiver em operação, disse Guazelli, serão gerados outros 4 mil empregos qualificados. Entre as empresas que já estão se instalando, o executivo destacou a rede de hotéis Choice Hotels, o Mc Donalds, a Azaléia (que terá um centro de distribuição no local), uma empresa fornecedora da indústria aeronáutica, uma distribuidora de filmes fotográficos e uma distribuidora de autopeças Bosch. "Estamos negociando com várias empresas, muitas delas do ramo de call center, que poderão aproveitar a boa infra-estrutura de telecomunicações que o empreendimento vai oferecer", disse Guazelli.

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