São Paulo, 17 (AE) - Neste e no próximo ano a Dow Química vai investir US$ 210 milhões no Brasil. Do total, 16% serão aplicados em proteção ambiental, 33% em melhorias de processos e redução de custos, 34% na expansão da capacidade de produção, e 17% na área de segurança, proteção e perdas. O investimento em expansão será feito na fábrica de poliestireno (plástico dos descartáveis), no Guarujá (SP), que terá a capacidade instalada aumentada de 120 mil toneladas (t) ao ano para 200 mil t/ano até o final de 2001.
"Também serão investidos US$ 340 milhões em outras operações da região", afirmou o presidente da Dow Química América Latina, Peter Berner, em apresentação dos resultados da empresa, hoje, em São Paulo. O valor, disse ele, será aplicado na finalização do Megaprojeto na Argentina. O Megaprojeto é uma parceria da Dow (28%) com a YPF/Repsol (38%) e a Petrobras (34%) para a prospecção e produção de gás e construção de um gasoduto de 600 quilômetros que liga Neuquen a Bahia Blanca, tambén na Argentina, onde outro empreendimento da Dow receberá parte dos investimentos programados para este e o próximo ano.
No pólo de Bahia Blanca, comprado pela Dow por US$ 400 milhões, será finalizado o projeto de expansão da fábrica de etileno, de 275 mil t/ano para 700 mil t/ano. A expansão de uma unidade e construção de nova fábrica da Polisur (sociedade entre Dow, com 70%, em parceria com a YPF, 30%) serão concluídas dentro de dois anos. Com isso, a Dow aumentará sua capacidade instalada para a produção de polietileno de alta e baixa densidades (plástico muito usado em embalagens rígidas e flexíveis), na Argentina, de 270 mil t/ano para 650 mil t/ano. O incremento da capacidade da Polisur só é possível devido ao aumento da produção de eteno.
Resultados Do faturamento bruto global da Dow Chemical, de US$ 18,9 bilhões, as operações da América Latina participaram com 10% ou US$ 1,9 bilhão, no ano passado, resultado igual ao de 1998. Para o próximo ano, o faturamento previsto na região é de US$ 2,1 bilhões. Segundo Berner, a América Latina é reponsável por 10% do faturamento da companhia no mundo, a América do Norte por 45%, a Europa por 35% e o sudeste da ásia por outros 10%.
No Brasil, a redução do faturamento bruto de US$ 960 milhões, em 1998, para US$ 860 milhões, no ano passado, foi justificada pela queda dos preços no mercado interno, a alta do petróleo no exterior e a desvalorização do real. De um ano para o outro, o lucro líquido também caiu de US$ 52 milhões para US$ 8 milhões. Para este ano, o faturamento previsto é de US$ 890 milhões e o lucro líquido de US$ 20 milhões.
Sobre a comparação do lucro líquido no Brasil e em outros países onde a Dow possui negócios, Peter Berner afirmou que não pode avaliar, porque as operações da Dow espalhadas pelo mundo trabalham especificamente com determinados produtos, suprindo outros países, em um movimento constante de importação e exportação entre suas unidades.

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