São Paulo, 08 (AE) - Rudiger Dornbusch, o controvertido e polêmico economista do Massachussetts Institute of Technology (MIT), disse esta semana que o melhor que o México poderia fazer para libertar-se dos problemas de desordem econômica e financeira dos últimos 15 ou 20 anos seria fechar seu Banco Central.
"No dia seguinte de as portas do Banco Central estarem fechadas, as taxas de juros cairiam, o capital começaria a fluir melhor e todo mundo nos Estados Unidos estaria disposto a fazer investimentos diretos", disse Dornbusch, durante uma reunião-almoço com a empresa de publicidade BBDO/México na Cidade do México, relata o jornal mexicano "Reforma".
De acordo com o economista norte-americano, essa não seria uma boa opção para o "nacionalismo mexicano", mas, se ocorresse, "seria muito bom para a economia do país". O eventual fechamento do Banco de México (central), entretanto, implicaria dolarizar a economia. "Como fazer isso?", indagou, e, imediatamente, emendou: "Simplesmente se fecham as portas para transformá-lo em uma grande empresa ou em um museu de moedas antigas, que seria muito atraente para as crianças."
De acordo com jornal "Reforma", Dornbusch teria afirmado ainda que a única coisa a fazer é garantir que as medidas constitucionais para manter o BC fechado teriam de ser suficientemente sólidas para que o governo não viesse a reverter essa decisão. "Rendam-se, fechem essa coisa, coloquem concreto nas janelas e desfrutem do auge econômico que virá a seguir", disse o economista.
Ele acrescentou que a economia mexicana não poderá crescer além de 3% este ano, enquanto que as taxas de juros já estão em 30%, reflexo do risco soberano, do risco político e do risco de ter de "carregar nas costas um banco central que mantém o privilégio de promover desvalorizações inesperadas que vêm provocando perdas grandes aos investidores e sacrificam a competitividade do país em nome da combate à inflacão".

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