México, 8 (AE-ANSA) - As incessantes chuvas que caem sobre o México elevaram para mais de 250 o número de mortos e a 230.000 o de desabrigados, levando desolação e dor a dezenas de cidades e povoados, convertidos hoje em enormes lagunas.
Segundo informações oficiais do governo, são 198 mortos, 157.000 desabrigados e 50.000 refugiados em 176 municípios dos estados de Tabasco, Veracruz, Puebla e Hidalgo. Entretanto, informações baseadas em relatos diretos das vítimas divergem dos oficiais.
Em Puebla, perto da capital, foram reportadas 200 mortes e em Vera Cruz, na costa do Golfo do México, não menos de 50, especialmente na região de Papantla, semi-submergida pela água, que chega a quase três metros de altura.
Em outros estados, Tabasco, no sudeste do país, e Hidalgo, no centro-sul, o saldo de mortes é muito menor (3 no primeiro e 14 no segundo), mas o perigo potencial é maior, já que em cidades inteiras a água continua subindo perigosamente.
Tabasco é o estado que corre maior risco durante as próximas horas, porque o transbordamento do rio Carrizales mantém grande parte da capital Villahermosa completamente alagada.
Soma-se a isso o perigo de que o caudaloso rio Grijalba, que também atravessa a cidade, saia de seu leito e agrave a situação.
Em Villahermosa ocorreu nesta madrugada um enfrentamento entre um grupo de 31 jovens que queria remover um dique de sacos de areia colocado como proteção em torno do centro histórico da cidade, e centenas de pessoas que tentaram impedi-los.
Os jovens estavam descontentes pois as pessoas que vivem para fora do muro de contenção, onde a água subia cada vez mais, estavam desprotegidas, enquanto aqueles que vivem no centro histórico, estavam relativamente a salvo.
Em Hidalgo o nível de água começou a baixar na cidade de Tulancingo, de 250.000 habitantes, onde milhares de casas estavam inundadas, mas agora existe risco de epidemias e saques.
O presidente mexicano, Ernesto Zedillo, viajou hoje para os estados de Veracruz e Puebla, uma das zonas mais afetadas pelas chuvas, que no total deixaram 70.000 desabrigados em VeraCruz, 80.000 em Tabasco, 30.000 em Puebla e 50.000 em Hidalgo.
O Serviço Meteorológico Nacional prognosticou que as chuvas continuarão pelo menos durante as próximas 24 horas.

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