Dor e desilusão no Natal das vítimas venezuelanas
Caracas, 25 (AE-AP) - Com seus parentes mortos e suas casa enterradas sob montanhas de escombros, as vítimas das inundações que causaram milhares de vítimas na Venezuela festejaram o Natal em refúgios ou campos de refugiados em meio à devastação.
"A festa é mais dolorosa porque perdemos nossos seres queridos", disse Aura González, que segurava nos braços seu filho de 2 anos em um estádio de esportes que aloja centenas de sem-teto. "Não me importaria de não ter nada, nem comida, se pudesse ter meus parentes de volta", disse ela.
O tio de González, assim como milhares de pessoas, continua desaparecido uma semana depois que as chuvas provocaram a queda de toneladas de lodo e pedra das encostas do Caribe venezuelano.
Os sobreviventes participaram de missas realizadas nos abrigos. O presidente Hugo Chávez visitou as vítimas, levando presentes para as crianças e promessas de uma nova vida para os desabrigados.
"Vocês serão os fundadores de uma nova Venezuela", disse Chávez às famílias que estão alojadas em um dos abrigos.
Sob a chuva que seguia caindo, o presidente voltou a pedir para que os sobreviventes abandonem os bairros sujeitos a inundações. Em várias cidades, a putrefação dos cadáveres e os resíduos sob os escombros já começaram a causar doenças infecciosas.





