É comum ouvir de psicólogos que crescer dói, mas a frase também pode refletir situações físicas. É o caso da dor do crescimento, normalmente nas pernas, que atinge crianças com idade entre quatro e dez anos. Segundo o reumatologista pediátrico Flávio Sztajnbok, que está em Londrina participando do 5º Congresso Brasileiro de Reumatologia Pediátrica, os episódios de dor acontecem principalmente à noite, mas não são determinantes no crescimento da criança. ''Sentir dor não quer dizer que a criança vai ser mais alta ou mais baixa'', explicou.
De acordo com o especialista, é importante que as mães procurem um médico quando o filho tem esse tipo de dor. ''A dor do crescimento não tem remédio e tende a melhorar com o tempo, mas é necessário diagnosticar a causa e descartar hipóteses como um tumor ou mesmo reumatismo'', disse.
Dores nas juntas, no final do dia, também podem estar relacionadas com um outro problema, a hipermobilidade articular, quando a criança parece um ''contorcionista''. Neste caso o médico faz um alerta os familiares não devem incentivar as crianças a se exibirem, mostrando como conseguem fazer certos malabarismos com as mãos, braços e pernas. ''Isto predispõe a criança a artrose e deslocamentos'', alertou.

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