Dor de dente é coisa séria
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segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Chiara Papali<br>Reportagem Local 
Quem já teve uma dor de dente, certamente não esquece: ela está entre as dores consideradas de maior intensidade, como a cólica renal e o parto. O diagnóstico e o tratamento dos vários tipos de dor na cavidade oral e na face é tema de um seminário, no próximo sábado (dia 24), em Londrina, promovido pela Conselho Regional de Odontologia (CRO) do Paraná, em parceria com a Associação Odontológica do Norte do Paraná (AONP). O evento, dirigido a profissinais, é alusivo às comemorações do dia do cirurgião-dentista, no domingo.
A cirurgiã-dentista Alice Ogawa, especialista em endodontia e docente da disciplina na AONP, explica que as dores na boca podem ter várias origens e irradiar para outras partes do corpo, como a nuca, o ombro e a cabeça. Ou ainda, uma dor que parece ser em outra parte do corpo - ouvido, por exemplo - ter origem no dente ou na articulação mandibular. ''É comum as pessoas passarem por vários profissionais, como neurologista e otorrinolaringologista, antes de chegar ao dentista. Enquanto isso, o paciente sofre'', ressalta.
O mais importante, segundo a também cirurgiã-dentista Lázara Regina de Rezende, coordenadora da macrorregional de Londrina do CRO, é considerar a dor como um sinal de que algo está errado e procurar orientação profissional para tratar o problema no começo. ''Se a pessoa não trata, a tendência é evoluir para algo que vai ficar inclusive mais difícil de tratar. Uma cárie não tratada, por exemplo, pode evoluir para algo mais grave, como um canal'', alerta.
Usar medicação sem orientação, ressalta Lázara, pode além de ''mascarar'' a dor, deixar o organismo sem resposta aos medicamentos, e o profissional sem opções de tratamentos por um tempo. ''Aí, quando é uma situação mais complexa, o dentista não consegue resolver de maneira imediata porque os analgésicos e antibióticos não têm mais ação por um período e é preciso esperar. Há casos de pessoas que chegam a desenvolver problemas no estômago por usar tanto analgésico'', afirma Lázara.
Conviver com a dor de dente, ressalta, não é a melhor alternativa até porque se torna um 'ciclo vicioso': a qualidade de vida cai, o estresse aumenta, a pessoa não se alimenta direito, com isso fica mais difícil para o corpo 'responder', a infecção se agrava e a dor aumenta. ''Há trabalhos que mostram o quanto a dor pode prejudicar o desempenho no trabalho e da criança na escola'', complementa.
A importância do papel do cirurgião-dentista no alívio da dor e no tratamento, através de intervenções, será lembrado durante o seminário com uma homenagem àqueles profissionais que tem mais de 50 anos de profissão. ''Imagina o quanto eles colaboraram para o bem-estar e a qualidade de vida dos pacientes'', diz Lázara.
Serviço: ''Seminário sobre Dor: Diagnóstico e Tratamento da dor cirúrgica, endodontica, periodontal, disfunção temporomandibular e nevralgia do trigêmeo. Dia 24/10, das 8h às 12 horas. Inscrições (43) 3026-7272


