Dor de cabeça dá prejuízo anual de US$ 17 bilhões nos EUA
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quinta-feira, 13 de maio de 1999
Por Biaggio Talento 
Salvador, 14 (AE) - A cefaléia, mais conhecida como dor de cabeça, dá um prejuízo anual de US$ 17 bilhões nas empresas americanas. O problema interfere na produtividade de milhões de trabalhadores, além de afetar o lazer e o estudo. Especialistas no assunto reunidos em Salvador no XIII Congresso Internacional de Cefaléias discutem a melhor forma de tratar a doença e reduzir o prejuízo.
O neurologista Maurice Vincent, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), afirma ser vantajoso para as empresas investir em programas de profilaxia e tratamento específico das cefaléias na tentativa de reduzir seu custo indireto (a redução da produtividade do trabalhador). Ele lembra que tratar a doença, mesmo com medicamentos caros, ainda é mais barato. Só para se ter uma idéia da dimensão do problema, no Canadá são perdidos, por causa das cefaléias, 7 milhões de dias de trabalho por ano.
No Brasil, o assunto também vem sendo acompanhado. Uma pesquisa recente entre os 1.890 funcionários do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto (SP) revelou como os portadores de cefaléias tem a vida prejudicada: 35,1% disseram que não gostam de dirigir quando estão com dor de cabeça; 60% cancelaram compromissos com a família; 81,2% deixaram de realizar atividades de lazer e 57% responderam que gostariam de repousar durante as crises mas não podem fazê-lo.
"Os pacientes acabam tendo menores oportunidades de promoção, sentem-se discriminados e não discutem o problema com os superiores, tentando escondê-lo", disse o neurologista Marcelo Eduardo Bigal, da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto. O paciente, recomenda, deve tratar-se o mais rapidamente possível.


