O caso do engenheiro agrônomo Marcos Valentin Martins, de 42 anos, foi bem típico dos relatos de cólica renal - com muita dor e sofrimento.
A primeira crise ocorreu há cerca de um ano. Começou com uma dor incômoda, que só foi aumentando. ‘‘Até que chegou a um ponto insuportável. Eu achei que ia desmaiar, que ia morrer, não conseguia nem levantar do chão’’, conta.
Nesta época, ele ainda não sabia que sofria de cálculo renal, mas lembrou das crises que o pai havia passado e pensou que este também poderia ser o seu caso. Levado ao hospital, a dor foi tratada com medicação, e um ultrasson confirmou a existência de várias ‘‘pedrinhas’’ nos rins.
Oito meses depois da primeira crise, Martins, que já havia até se ‘‘esquecido da dor’’, teve outra que lhe custou cinco dias de dores intensas e várias idas e vindas ao hospital. ‘‘Eu chegava em casa e pouco tempo depois o efeito do remédio já passava. Na terceira vez que voltei ao hospital, pensei que só podia ter alguma coisa errada’’, lembra.
O caso exigiu uma investigação minuciosa pelo ultra-som até que fosse descoberta uma das ‘‘pedrinhas’’ enroscada no ureter. ‘‘Era uma pedra do tamanho de uma semente de goiaba, mas que entrou e enroscou’’, conta. Para resolver o problema, ele precisou passar por uma pequena cirurgia.
Desde então, não teve mais crises, mas aumentou a ingestão de água. ‘‘Não adianta tomar muito, mas tive que mudar meu hábito, porque nunca fui muito de beber água’’, diz. (C.P.)

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