Milão, ITA, 22 (AE-Reuters) - A liga italiana de ciclistas profissionais encaminhou hoje uma nota de protesto à União Ciclista Internacional contestando a forma como foram feitos os controles sanguíneos antidopagem, na madrugada de sábado antes da largada da corrida Milão-San Remo. O alemão Erik Zabel (Telekom) e os corredores de outras três equipes (Festina, ONCE e Lotto) foram acordados às 4h30 da madrugada de sábado para que recolhessem amostras de sangue.

Em uma carta dirigida ao presidente da UCI, Heinz Verbruggen, o presidente da Liga, Enrico Ingrilli, afirma que "este grave episódio alterou o resultado da corrida (vencida pelo belga Andreia Tchmil). Isto é verdadeiramente inaceitável"
continua. Para o alemão Zabel trata-se de "uma provocação". O dinamarques Bjarne Riis, vencedor do Tour da França 1996, também reagiu com indignação. "Estou chocado; agora os controles são mais importantes que as corridas. Apesar disso, temos de nos conformar, já que agora, a vida de ciclista é assim", disse ele.

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