Londrina – A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) assinou ontem contratos emergenciais com três empresas para a capina e roçagem em Londrina. Uma das novidades, em relação ao contrato anterior, é a limpeza de terrenos particulares. A CMTU promete multar os proprietários que não cuidarem dos seus lotes.
Uma das preocupações da companhia é com o acúmulo de lixo nestes terrenos, que podem esconder criadouros do mosquito da dengue.
"Agora vamos fazer o serviço de roçagem e emitir a multa. Já foi dado um prazo para a regularização, além das notificações. Não podemos esperar mais para fazer esta limpeza", afirmou o presidente da CMTU, Carlos Alberto Geirinhas.
Quem tiver seu terreno limpo pelo município, receberá multa de R$ 2 por metro quadrado, pagará R$ 0,24 por metro quadrado pela capina, além de mais 10% sobre o valor do serviço. A multa será emitida pela prefeitura no carnê do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).
Os contratos emergenciais, válidos por 90 dias ou até a finalização do processo licitatório, dividiu a cidade em quatro lotes. As empresas vencedoras prometem iniciar os serviços na segunda-feira.
Os lotes um e dois preveem a capina e a roçagem de até 5,3 milhões de metros quadrados por mês e ficarão a cargo da M.R.Rossi, de Andradina (SP). A empresa vai receber R$ 0,2445 por metro quadrado limpo. "Até quinta-feira vamos contratar todos os 110 funcionários e vamos trabalhar com duas equipes em cada lote. A nossa meta é capinar, no mínimo, 1,8 milhão de metros quadrados por lote em 30 dias", garantiu o proprietário Márcio Rossi.
O lote 3 compreende a limpeza e conservação de áreas verdes, de lazer e esporte e dos lagos, além de alguns prédios públicos. A vencedora foi a Costa Oeste Serviços de Limpeza Ltda., de Medianeira (Oeste), que vai receber R$ 269.895,68 por mês. O edital prevê a contratação de 48 funcionários e o uso de oito veículos e quatro barcos.
O lote quatro prevê a capina e roçagem de terrenos particulares, retirada de entulhos de 250 pontos irregulares de despejo e varrição de algumas avenidas e ruas do quadrilátero central. A empresa escolhida foi a MBS de Votuporanga (SP), que vai receber R$ 466 mil mensais. "Já vistoriamos todos os pontos e acredito que em um mês vamos conseguir fazer a limpeza dos pontos irregulares de descarte", afirmou o proprietário Márcio Bucolon.
Os contratos emergenciais vão custar aos cofres municipais R$ 2 milhões por mês, valor abaixo do máximo estipulado pela licitação que está em curso, que é de R$ 28 milhões por ano.
O presidente da CMTU garante que a qualidade do serviço será muito melhor do que o oferecido pela empresa anterior, que teve o contrato rompido e que custava R$ 13 milhões por ano.
O pregão, que vai indicar a empresa vencedora da licitação definitiva da capina e roçagem, será aberto no dia 12. O edital prevê um contrato de um ano, renovável por até 48 meses, e com valor máximo de R$ 28.044.970,16 anuais.

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