São Paulo, 25 (AE) - O projeto de lei que proíbe a venda de armas no Brasil causa desconforto entre as pessoas que possuem registro e porte de arma. Para elas, só há proteção contra a onda de violência que atinge o País quando se está armado. Especialistas, porém, garantem que isso não é verdade e afirmam que o cidadão que possui um revólver pode ser um fornecedor indireto de armas para os bandidos. Segundo a polícia
só no ano passado, cerca de 70 mil armas foram roubadas e furtadas em São Paulo.
Com a sanção da lei, todos os portes de armas existentes no País serão automaticamente cancelados. Com isso, espera-se recolher 1,5 milhão de armas legais em um prazo de dois anos.
Contra - Para o industrial Afonso Santos, de 52 anos, que há 30 possui uma arma, essa medida não ajuda em nada a diminuir a violência. "O governo está preocupado apenas com as armas legais, enquanto as irregulares continuam por ai", contou. "Com a violência que cresce cada dia mais eu só me sinto seguro armado."
Segundo Santos, que garante ter precisado usar o seu revólver calibre 38 cinco vezes, o Estado já foi superado pelo crime. "A capacidade que o crime organizado tem de colocar um criminoso na rua é muito maior do que a capacidade que o Estado possui em controlar a violência", afirmou. "Acredito que os bandidos, se souberem que as pessoas andam armadas, vão pensar duas vezes antes de tentar praticar algum crime."
"Eu , por exemplo, já precisei usar a arma cinco vezes, mas em apenas uma atirei para assustar o ladrão", afirmou. "Nas outras vezes, só de perceber que há uma arma apontada em sua direção, os bandidos fugiram."

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