Donos de alambiques usam vasilhame contaminado
Salvador, 09 (AE) - De acordo com a Secretaria de Saúde e a polícia a contaminação ocorre porque alguns comerciantes misturam o álcool metílico, tóxico e mortal, ao etílico para a produção render mais. Outros utilizam vasilhames de plásticos, conhecidos como bombonas, contaminados, para transportar a cachaça dos alambiques aos bares. Essas bombonas são usadas pelas empresas do Pólo Petroquímico de Camaçari, na região metropolitana de Salvador, no transporte de produtos químicos letais para o ser humano como o metanol, a acetona e o ácido clorídrico. Por isso não poderiam ser reaproveitadas. Como o metanol tem o mesmo cheiro e cor do álcool etílico, o consumidor não consegue saber se a bebida está contaminada.
A Secretaria de Saúde da Bahia esperava até o final da tarde de hoje receber o resultado dos exames para confirmar se foi mesmo o metanol o responsável pelas mortes e medir o teor do produto nas amostras de cachaça recolhidas na região. Mas o Departamento de Polícia Técnica da Secretaria de Segurança Pública não conseguiu concluir o trabalho.





