Recife, 13 (AE) - O dono do Circo Vostok, Alexandre Vostok, prestou depoimento hoje ao delegado Washington Luiz, em uma clínica cardiológica, a Unicordis, no Recife, onde foi internado de madrugada. Cardiopata, Vostok teve aumento de pressão e passou mal, sendo socorrido pelo cardiologista José Silton Gomes, que pediu que seu cliente fosse ouvido sob cuidados médicos. Ele deveria ter alta ainda hoje.
De acordo com o delegado, que preside o inquérito que apura a morte de José Miguel dos Santos Fonseca Júnior, de seis anos, atacado e morto por leões durante intervalo do espetáculo circense, no domingo à noite, Vostok não acusou ninguém pelo acidente. O dono do circo reconheceu que houve falha humana, mas não apontou de quem. Para ele, o que ocorreu foi uma fatalidade.
O circo, que iniciava temporada de dois meses na área externa do Shopping Guararapes, no município metropolitano de Jaboatão dos Guararapes (PE), foi fechado e agora luta na Justiça para não ser despejado. A direção do shopping entrou com uma ação de despejo alegando que houve quebra de cláusula contratual, uma vez que o Vostok não garantiu a segurança prevista no contrato de locação. Fotografias - O delegado também recebeu hoje, de Vostok, dois rolos de filme ainda não revelados, de fotos tiradas por pessoas da platéia com pôneis que haviam se apresentado no espetáculo. Juninho, seu pai José Miguel dos Santos Fonseca, sua irmã Mirela
de três anos, e o primo Alisson Pablo, de dez, estariam entre eles. Foi depois da sessão de fotos, atrás do picadeiro, no intervalo do espetáculo, que Juninho e sua família passaram ao lado da jaula dos leões voltando para suas cadeiras.
De acordo com o pai e testemunhas, a jaula, recém-armada na arena, estava vazia. De repente surgiu um leão que atacou o menino e o puxou para dentro da jaula.

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