Três pessoas foram presas suspeitas de envolvimento na morte do fiscal Fabrízzio Machado da Silva – que presidia a Associação Brasileira de Combate a Fraudes de Combustíveis. Entre os detidos na operação desencadeada pela Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), da Polícia Civil, está um empresário dono de quatro postos de gasolina em Curitiba e Região Metropolitana. Ele é apontado na investigação como o mandante do crime.

Além dele, estão detidos um homem de 30 anos, que seria o executor de Fabrízzio, e outro de 25, que, segundo a investigação, teria ajudado o atirador. A prisão é temporária e válida por 30 dias, podendo após este prazo ser transformada em preventiva. A investigação da equipe da DHPP revela que Fabrízzio Machado da Silva foi morto por causa da atividade profissional que exercia – a de presidente da associação que combatia a fraude em combustíveis.

O fiscal foi morto a tiros pouco depois das 22 horas do dia 23 de março quando chegava de carro em casa, no bairro Capão da Imbuia, em Curitiba. A investigação aponta o homem de 30 anos como condutor do Sandero que bateu na traseira do carro do fiscal. Ao descer do carro para saber o que tinha acontecido, Fabrízzio foi baleado na cabeça e não resistiu. O atirador fugiu e, nas proximidades do Caximba, ateou fogo no veículo usado no crime.

As diligências das equipes policiais da DHPP e informações repassadas pelo 0800, de forma anônima, mostraram que o executor chegou até a casa do fiscal depois de receber a foto, o endereço e o carro usado por Fabrízzio – modelo Honda Civic preto. Esses dados, ainda segundo a investigação, foram repassados pelo mandante.

O homem suspeito de atirar na vítima teria recebido de forma adiantada R$ 5 mil e uma porção de cocaína para "fazer o serviço". O dinheiro teria sido pago pessoalmente pelo empresário dono dos postos de combustíveis. Após o assassinato, a polícia suspeita que o atirador recebeu mais R$ 16 mil.

Após o crime, começaram a chegar na DHPP, através do 0800, denúncias e informações sobre o caso. Os informantes disseram que no bairro Pioneiros, na cidade de Fazenda Rio Grande, o suspeito foi visto circulando com o carro modelo Sandero – veículo usado no crime. Mas uma ligação chamou a atenção dos policiais. O informante dizia que o suspeito tinha marcas de queimaduras – que fez a polícia desconfiar que poderiam ter sido causadas no momento em que ele colocou fogo no carro usado no crime.

Os três responderão pelo crime de homicídio qualificado por emboscada e sem chance de defesa da vítima. Se condenados poderão ficar de 15 até 30 anos presos.

mockup