Dono da Vasp é multado pelo Ibama
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou o dono da Vasp, Wagner Canhedo, em R$ 10,735 milhões por danos ambientais cometidos em sua fazenda de 211 mil hectares na divisa entre Goiás, Tocantins e Mato Grosso. A vistoria do Ibama constatou que houve desmatamento não autorizado de 2,4 mil hectares e de mais 10 hectares em área de preservação permanente, além da construção de dois mil quilômetros de estradas dentro da fazenda que impedem a enchente do Rio Araguaia e afetam todo o ecossistema da região. O grande problema ali é que falta um plano de controle ambiental efetivo que permita estabelecer um cronograma de compromissos que reduzam o impacto ao meio ambiente, explicou o superintendente do Ibama em Goiás, Carlos de Freitas. Segundo o superintendente, a construção das estradas dentro da fazenda exigiu a construção de diques e barragens que impedem a vazão das águas do Rio Araguaia no período de cheia. Entre outros danos detectados pelo Ibama, isso descaracteriza a fauna e flora da região, pois a inundação anual que alimenta lagos e lagoas dentro da propriedade fica comprometida e os mamíferos ficam presos e sem condições de deslocamento para lugares habituais de reprodução e acasalamento. A Assessoria de Imprensa de Canhedo informou
que o dono da Vasp desconhece a multa e que todas as obras feitas na fazenda têm licença ambiental. Não é o que diz o superintendente do Ibama. De acordo com Carlos de Freitas, os fiscais pediram documentos que comprovassem a permissão para construção de obras e nada foi apresentado no prazo aberto para defesa.





