Dono da TCGL é preso por homicídio
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Redação FolhaWeb com Agência Estado 
São Paulo - A Direção-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal confirmou na manhã de hoje (16), em nota, a prisão preventiva de Nenê Constantino, pai de um dos sócios-fundadores da Gol Linhas Aéreas, Constantino de Oliveira Junior, e sócio-proprietario da TCGL (Transportes Coletivos Grande Londrina). O empresário foi detido às 23 horas de ontem e levado à carceragem do Departamento de Polícia Especializada do Distrito Federal.
O mandado de prisão foi expedido ontem pelo juiz Fábio Martins, do Tribunal do Júri de Taguatinga, cidade-satélite do Distrito Federal. Constantino é suspeito de ser o mandante de tentativa de homicídio, em 2008, de Eduardo de Queiroz, genro do empresário.
A Polícia Civil informa que ontem também foi detido o ex-policial José Humberto de Oliveira Cruz, acusado de ser o executor da tentativa de assassinato. O inquérito policial sobre o caso é relatado pela Corvida (Coordenação de Repressão a Crimes Contra a Vida) do Distrito Federal.
Ainda de acordo com dados dos policiais, Queiroz dirigia seu veículo, no dia 05 de junho de 2008, em Brasília, quando um homem desconhecido, que se encontrava nas proximidades, aproximou-se do carro em movimento e, a um metro de distância, descarregou um revólver. A vítima não foi atingida. O ex-policial militar foi expulso da corporação por má conduta.
Prisão
A decisão judicial saiu durante audiência para a oitiva de seis testemunhas de acusação em processo no qual o empresário e outras quatro pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público pelo homicídio de Márcio Leonardo de Sousa Brito. Os outros acusados são João Alcides Miranda, João Marques Dos Santos, Victor Bethonico Foresti e Vanderlei Batista Silva.
O empresário é acusado de ser o mandante do assassinato de Brito, líder de uma associação de moradores que teria invadido uma área de sua propriedade, em 2001. Este é o segundo homicídio atribuído a ele.
A motivação do crime, segundo a denúncia, é que a vítima, que morava em uma invasão ao lado de uma das empresas de Constantino, se recusava a deixar o local. A acusação alega que ele teria sido morto por ordem do empresário.
Procurada, a Gol informou, por meio da assessoria de imprensa, que não se pronunciará sobre o assunto, uma vez que o empresário não ocupa nenhum cargo executivo ou assento no conselho da companhia.


