O proprietário da Distribuidora Hospifar Comércio da Produtos Hospitalares e Farmacêuticos, Gessé Moreira, entrou ontem pela manhã com um pedido de desinterdição de sua empresa, autuada na última quinta-feira por técnicos da Vigilância Sanitária de Curitiba e por policiais civis. Na ocasião ele foi algemado e preso pelo delegado Armando Braga, num minishow para para as câmeras de TV.
Moreira ficou preso até a noite de sábado, quando foi libertado com base em um habeas corpus solicitado por seus advogados. Nos próximos dias, ele deverá entrar com uma ação indenizatória pelos danos morais provocados pela ação da Vigilância Sanitária, que acionou a polícia. Com os documentos em mãos, ele disse que o próprio órgão de saúde havia orientado para que os medicamentos vencidos fossem colocados no porão da empresa. Foi a localização dos remédios o motivo da prisão de Moreira.
Hoje, o empresário irá consultar um médico para avaliar os danos provocados pela algema usada na prisão. Muito apertado, o equipamento acabou impedindo a oxigenação de sua mão, o que causou ainda lesões em alguns tendões. Desde que saiu da delegacia, Moreira está com o braço engessado.

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