Dono da empresa nega envolvimento
Rubens Burigo Neto
De Curitiba
O presidente da Associação Brasileira de Farmácias (Abrafarma), Aparecido Bueno de Camargo, negou ontem, em Curitiba, qualquer envolvimento da Drogamed rede de farmácias presidida por ele com dois laboratórios de Uberlândia (MG), acusados de falsificar remédios. Não conhecemos estes laboratórios e não há nenhum fundamento em querer nos relacionar com estas empresas baseando-se apenas em uma lista, feita a lápis, numa agenda, defendeu-se.
O empresário disse ter ficado chateado com a denúncia, feita ontem pelo deputado federal Iris Simões (PTB-PR). Camargo creditou as informações a pessoas interessadas em denegrir a imagem da empresa dele. Não temos nada a esconder, frisou, ao se referir a um possível pedido de quebra do sigilo fiscal da Drogamed. Já comuniquei aos deputados da CPI dos medicamentos que vou levar os livros fiscais de nossa empresa para comprovar que sempre trabalhamos com transparência.
O empresário prestou depoimento aos deputados no dia 3 de fevereiro e, ontem, a assessoria de imprensa do presidente da CPI, deputado Nelson Marquezan (PSDB-RS), confirmou que Camargo terá que voltar a Brasília na quarta-feira da próxima semana. Ele garantiu que o departamento jurídico da Drogamed deve tomar providências para processar os envolvidos na acusação contra a empresa dele.
A rede de farmácias presidida por Camargo é a quinta maior do Brasil. Atualmente emprega 1.600 funcionários em 74 lojas espalhadas pelo Paraná, a maioria delas na região metropolitana de Curitiba. Ele se orgulha em afirmar que a Drogamed é a única empresa brasileira que tem farmacêuticos (são 200) trabalhando 24 horas por dia. A rede completa 20 anos de atividade este ano. Maior empresa do setor no Estado, a Drogamed abocanhou grande parte do mercado estadual quando, em 1998, incorporou a rede de farmácias Minerva, que atuava no Estado há 80 anos.





