Rio, 21 (AE) - A advogada Ruth Calheiros, proprietária do apartamento 1.108 no prédio número 1.085 da Avenida Nossa Senhora de Copacabana, zona sul do Rio, onde morava o modelo Márcio Fonseca Scherer, suspeito do assassinato do empresário João Sabóia, em Nova York, esteve hoje no imóvel. Ruth chegou por volta do meio-dia e, acompanhada do porteiro, ficou por meia hora no apartamento, que estava fechado desde terça-feira (16), quando Scherer se mudou. Desde então, ele está desaparecido.
Segundo a síndica do edifício, que se identificou apenas como Arlete, Ruth não deu falta por falta de nenhum dos pertences dela. "O armário e o sofá dela continuam lá", disse. Arlete contou ainda que Ruth encontrou um par de tênis de Scherer. "Ela ainda estava surpresa com a ligação do modelo com o caso, lembrando que ele nunca lhe criou problemas e que sempre pagou o aluguel em dia", afirmou a síndica.
O auxiliar de portaria Pedro Paulo da Conceição, que estava de plantão no dia da mudança, foi demitido. Os vizinhos irritaram-se com Conceição por ter permitido a mudança em horário proibido pelo condomínio. "Ele ainda estava em fase de experiência e não havia correspondido às expectativas do condomínio; por isso o demitimos", disse a síndica, negando que a demissão teria ligação com o fato de ele ter facilitado a saída de Scherer.
Conceição, que estava no emprego há pouco menos de dois meses, é o único que poderia ajudar na identificação da transportadora, que fez a mudança do modelo, mas ele é analfabeto. Sabe-se apenas que a empresa é especializada, com funcionários uniformizados. Ruth não foi encontrada hoje para falar do assunto.

mockup