Dona de casa avisou família que temia ser morta
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domingo, 09 de maio de 1999
Por Roberta Jansen 
Rio, 10 (AE) - A dona de casa Maria Helena Palma da Costa, de 39 anos, que morreu no dia 28 de fevereiro no Hospital Salgado Filho, disse à família que temia ser morta por funcionários da Unidade de Pacientes Traumáticos (UPT), onde estava internada. "Eles vão me matar", afirmou Maria Helena.
Na véspera de sua morte, a dona de casa ouviu uma conversa entre dois funcionários da UPT. Segundo ela contou à família, um dos homens disse que ela estava "muito ruinzinha" e que seria providenciado para ela, naquela madrugada, "o chá da meia-noite". No dia seguinte, Maria Helena estava morta. De acordo com o atestado de óbito, ela foi vítima de insuficiência respiratória, insuficiência renal aguda e septicemia.
"Não acreditamos nela", disse Vânia da Costa Miranda Leme, irmã de Maria Helena. A dona de casa, internada no dia 25 de fevereiro com dor de estômago e náuseas, deixou sete filhos. A família suspeita de que ela tenha sido vítima do auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, suspeito de ter matado mais de 100 pacientes do hospital."Ele era conhecido do meu cunhado e tratou dela", disse Vânia. "Foi ele também que nos encaminhou para outro funcionário para providenciar o enterro."
Anderson Aquino dos Santos também suspeita de que sua irmã, a empregada doméstica Andréia Aquino dos Santos, de 29 anos, tenha sido vítima de Izidoro. Ela deu entrada no hospital às 20h30 do dia 25 de março com suspeita de pneumonia. "No dia 26, às 14h, minha prima foi visitá-la e disse que ela estava muito bem, conversando normalmente", contou Santos. Andréia morreu horas depois, às 20h40. "Um funcionário do hospital veio na minha casa dar a notícia e dizer que tinha um convênio com uma funerária", contou Santos.


