O governo de Minas Gerais suspendeu ontem por tempo indeterminado os serviços da Mineração Rio Verde. A empresa é dona da barragem de tratamento de rejeitos de minério de ferro que rompeu no final da tarde de sexta-feira e despejou toneladas de minério, água e terra sobre parte da zona rural de Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O acidente, que causou o desaparecimento de cinco operários da empresa –dois corpos foram localizados ontem –, assoreamento de rios, destruição da mata e outros danos ao ambiente, levou os órgãos ambientais, governo e empresa a trocarem acusações.
Ambientalistas dizem que a mineradora foi alertada para os riscos de rompimento e que a fiscalização feita pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) é falha e conivente.
A Secretaria do Meio Ambiente alegou que a Feam não é responsável por fiscalizar as obras das mineradoras -trabalho que caberia ao Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura. O órgão, por sua vez, informou que só é responsável pelo acompanhamento profissional dos engenheiros e empresas responsáveis pelas obras.
A Rio Verde disse ontem não ter ainda suspeita sobre o que causou o acidente. O Ministério Público e a Polícia Civil abriram inquérito para investigar o caso.

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