Domingo Cavallo será espécie de juiz na Câmara Ricardo Sarmiento
Buenos Aires, 25 (AE) - Domingo Cavallo se transformou no líder da terceira força política da Argentina. Como tal, será um verdadeiro juiz na Câmara dos Deputados. O Partido Ação pela República, que o ex-ministro de Carlos Menem lidera, deve ficar com 12 deputados. Cavallo não terá representantes no Senado, já que a composição não estava em jogo nestas eleições.
As eleições para senador estão previstas para o ano 2001. Com 12 deputados, Cavallo poderá apoiar leis que a Aliança impulsione. Esta terá 124 deputados próprios.
Com 254 cadeiras, são precisos 129 votos para que uma lei passe. Se aprovada, então vai para o Senado. Cavallo tem mandado mensagens dando conta de que fará uma oposição responsável e que não hesitará em apoiar projetos bons.
Se favorável a uma proposta da Aliança, a ponte será Adolfo Sturzzenegger, economista de origem radical que abandonou a UCR no momento em que o partido se opôs ao Plano de Conversibilidade instaurado por Cavallo. Sturzzenegger foi um dos primeiros economistas a aderir ao partido Ação pela República quando Cavallo deu força política às idéias que defendeu desde a condução econômica que trouxe estabilidade à economia argentina.
Se Cavallo decide por apoiar as posições do Partido Justicialista (PJ), o homem-chave do diálogo será José Luis Fernández Valoni, que desde hoje é deputado eleito pela Ação pela República na Capital Federal. Ele é um ex-membro histórico do PJ que se aliou a Cavallo quando Menem demitiu o ministro da Economia. O apoio de Cavallo será chave também para De la Rúa na hora de enfrentar negociações com os banqueiros internacionais e os organismos multilaterais.





