Depois de passar um ano tomando AZT e outros medicamentos, a doméstica Dulcinéia Batista Mateus, de 27 anos, fez novos exames e descobriu que não era portadora do vírus da aids. Dulcinéia pretende ir à Justiça contra o Instituto Adolfo Lutz e o Estado pelo erro no laudo, segundo o qual ela é portadora de HIV. ‘‘Perdi peso, tive insônia, tonturas, reações alérgicas, fui discriminada e perdi o emprego’’, conta a doméstica, que mora há dois anos em São José do Rio Preto. ‘‘Pedirei indenização, pois houve uma mudança radical na minha vida.’’
Em setembro do ano passado, grávida do segundo filho, Lucas, que nasceu em abril, Dulcinéia procurou a Unidade Municipal de Saúde no Bairro Solo Sagrado para o pré-natal, um dos exames, o de HIV foi feito no Adolfo Lutz de São José do Rio Preto e no dia 18 daquele mês a doméstica foi informada de que era soropositiva.
Dulcinéia recebeu os medicamentos no Serviço Ambulatorial Especializado, que atende portadores do HIV. O exame feito em Lucas deu negativo.

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