Agência Estado
A polícia encontrou, no início da madrugada de ontem, por volta das duas horas, Maria do Carmo de Jesus, de 19 anos, prima da empregada doméstica Maria Dias Guimarães, de 22 anos, encontrada morta no domingo passado, no lago do Parque do Ibirapuera - zona sul de São Paulo. Maria do Carmo foi vista andando próximo ao Supermercado Sé da Avenida Washington Luiz, esquina com a Avenida Vicente Rao, em Santo Amaro, por um amigo da família de Maria Dias. Uma prima da empregada doméstica foi ao local conferir e depois chamou a polícia.
Maria do Carmo foi levada à 11ª Delegacia de Polícia, em Santo Amaro, onde prestou depoimento por quase duas horas. De acordo com o delegado de plantão, Pedro Luiz Porrio, Maria do Carmo aparenta estar muito confusa e perturbada. ‘‘Desde o sábado, quando Maria Dias morreu afogada no lago do Ibirapuera, que ela está perambulando pelas ruas, dormindo embaixo de viaduto. Ela continua com a mesma roupa com que saiu de casa no final de semana’’, disse o delegado.
De acordo com o depoimento de Maria do Carmo, ela e a prima estavam passeando pelo Parque do Ibirapuera na tarde de sábado, quando Maria Dias conheceu um rapaz, com quem ficou conversando por cerca de 40 minutos. Depois, os dois se afastaram um pouco e continuaram a conversar. Por volta das 21 horas, o rapaz foi embora e Maria do Carmo repreendeu a prima por tê-la deixado sozinha tanto tempo. As duas começaram a discutir e trocar empurrões e tapas até que caíram no lago.
No depoimento, Maria do Carmo afirma que as duas estavam andando no lago quando a prima caiu numa parte mais funda e começou a se debater, pois não sabia nadar. Ela teria tentado ajudar Maria Dias, mas a prima sumiu nas águas. De acordo com o delegado, Maria do Carmo tem sinais de arranhão no rosto. Assustada, a prima saiu do lago, viu as bolsas e as jogou no lixo. Desde então ela vem perambulando pelas ruas. Ao delegado de plantão, Maria do Carmo disse que ficou com medo de se apresentar.
Maria do Carmo seria levada ontem à 36ª Delegacia de Polícia, onde o caso está sendo investigado pelo delegado Célio Gomes de Andrade. De acordo com Porrio, Maria do Carmo deverá ser novamente ouvida e depois Andrade decidirá qual encaminhamento será dado ao caso.

mockup