A babá Tatiane Salazário Maia, 17 anos, que afirma ter ficado grávida depois de tomar anticoncepcional falsificado, ainda está à procura de um advogado. Ainda sem ter valor definido, ela quer uma indenização do laboratório Schering do Brasil por ter ingerido o medicamento Microvlar fabricado com farinha. Tatiane espera definir a contratação do defensor ainda esta semana. Por enquanto, a garota tem apenas a solidariedade da família, vizinhos e dos donos da casa onde trabalha, no município de Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba.
A gravidez não planejada está afetando a imagem de Tatiane em Almirante Tamandaré. ‘‘Tem gente que até fala que eu quero me aproveitar, mas nunca pensaria numa coisa dessas’’, diz. A mãe dela, a doméstica Ivone Martins Salazar, 38 anos, disse que Tatiane vai largar o serviço pois está sofrendo os primeiros enjôos provocados pela gravidez. Ivone pede que algum advogado que se interessar pela causa da menina entre em contato pelo telefone (041) 244-4988. ‘‘É horrível continuar vivendo nesta tensão’’, lamenta Ivone.
Tatiane afirma que está desesperada com a situação. Sua maior preocupação com a gestação são as sequelas que o bebê poderá sofrer. Tatiane recebeu vacina contra rubéola em abril, quando engravidou. ‘‘O médico falou que o bebê pode ter problema de visão ou de audição’’. Outro problema enfrentado pela garota é a falta de apetite. Tatiane diz que não sente vontade de comer, mas sabe que deveria se alimentar bem por causa do desenvolvimento do bebê durante o período de gestação. ‘‘Acho que isso é um pouco de nervosismo diante de todos estes comentários que estão fazendo sobre mim’’, acredita.

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