Valmir Denardin
De Foz do Iguaçu
A Polícia Civil de Foz do Iguaçu prendeu ontem a empregada doméstica Ilse Reolon, 39 anos, sob a acusação de aliciar mulheres na cidade e levá-las para se prostituírem em Córdoba, na Argentina. Segundo a polícia, Ilse confessou o crime em depoimento. A Folha de Londrina/Folha do Paraná tentou ouvi-la no 1º Distrito Policial, mas ela se recusou a dar entrevista.
De acordo com a polícia, Ilse viajaria ontem com sete mulheres para a cidade argentina. Uma dessas mulheres é menor de idade e usava documento falso. A prisão ocorreu próximo à Ponte Tancredo Neves (que liga o Brasil à Argentina). Ilse se dirigia a Puerto Iguazú, de táxi, com quatro mulheres. As outras três já a aguardavam na rodoviária de Puerto Iguazú, de onde o grupo seguiria, de ônibus, para Córdoba.
Ao ser presa, Ilse usava um documento de identidade falso, em nome de Noemi Bonfanti, de 40 anos, mas com uma foto sua. P.C.S., 16 anos, também usava identidade falsa – em nome de Jane de Paula, de 23. Ambas afirmaram que compraram os documentos de um homem que está sendo investigado pela polícia. As outras mulheres têm entre 21 e 32 anos.
Ilse disse que receberia 100 pesos (cerca de R$ 200,00) por mulher que levasse à casa de prostituição Candy, em Córdoba. Ela afirmou que trabalhou nesse local durante três meses como garçonete.
Ilse disse também que aceitou o convite porque ganhava muito pouco como doméstica. Há três meses, ela teria levado outras quatro mulheres brasileiras para a mesma casa. Declarou ainda que usava identidade falsa porque havia perdido a original.
A doméstica será indiciada em três crimes: falsidade ideológica, favorecimento à prostituição e tráfico de mulheres.

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