Sumaré, SP, 11 (AE) - A doméstica Vera Lúcia Oliveira, de 28 anos, foi presa hoje, em Sumaré, na região de Campinas (SP), por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Jundiaí (SP). Ela é acusada de ter matado com três tiros de revólver o marido, enquanto ele dormia na residência do casal, no Jardim Fepasa.
Vera contou aos policiais que matou o marido porque estava cansada de sofrer abusos sexuais e de ser espancada.
A mulher contou que, na noite de sexta-feira (08), esperou o marido, o pintor Anésio Oliveira Araújo, de 35 anos dormir. Depois, pegou o revólver dele e disparou três tiros de revólver no peito do marido, em sequência, para ter certeza de que morreu. O crime ocorreu às 22h30. Depois disso, sozinha, ela pôs uma tábua para servir de rampa e carregou o corpo de 90 quilos até o porta-malas do Gol, placas GMR-6008, de Várzea Paulista (SP).
Depois de sete horas de trabalho para carregar o corpo até o carro, ela pegou o automóvel e foi até um matagal ao lado da Represa de Jundiaí, no Jardim Florestal, onde jogou gasolina no veículo e pôs fogo. Porém, acidentou-se, com as chamas atingindo parte do rosto. Vera disse que tentou fugir, mas foi encontrada pela polícia.
Vera disse que matou o marido porque não aguentava mais os abusos sexuais. Ela era obrigada a manter relações sexuais com travestis, outros homens e mulheres. A acusada foi levada para a Cadeia Feminina de Itupeva (SP). Fim

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