Salvador - Na tentativa de substituir professores grevistas da rede estadual, a Secretaria de Educação da Bahia contratou uma empregada doméstica, um motorista e um estudante secundarista para dar aulas em turmas do Segundo Grau. A denuncia foi feita pela Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB) e provocou a demissão, ontem, da diretora-administrativa da Secretaria, Ana Maria Valença Batista Lins, responsabilizada pelo erro.
A contratação de professores substitutos foi determinada pelo governador na semana passada, por causa do risco de os alunos da rede pública do Estado perderem o ano letivo em razão da terceira greve nos últimos meses.
Para provar que a Secretaria da Educação não trata a área com a seriedade devida, a APLB pediu ao motorista da entidade Isaac Barreto, à dona de casa Sônia Maria Barbosa de Melo e ao presidente da União Metropolitana dos Estudantes Secundaristas, Marcelo de Brito Silva se inscreverem como professores substitutos, ganhando salários mensais de R$ 217,80.
No ato da inscrição, foi exigida apenas a carteira de identidade e perguntado que matéria gostaria de lecionar. Sônia, que estudou apenas até a 5 série, escolheu História; o motorista Isaac (que tem o segundo grau incompleto) pediu para ensinar Matemática; e o estudante Marcelo (atualmente no 1º ano do segundo grau), Português. Os três foram aprovados sem qualquer problema, conforme circulares assinadas pela ex-diretora Ana Lins.

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