Santos, SP- A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da Baixada Santista revelou ontem que a doméstica Silvânia Clarindo Souza, 37 anos, acusada de sequestrar em abril de 2001 Filipe Francisco Lopes Dantas da maternidade de um hospital estadual em Santos também é a responsável pelo desaparecimento, em fevereiro de 1996, do então recém-nascido Alexsandro Vital de um hospital no Guarujá.
A polícia recebeu ontem o resultado do exame de DNA de Filipe Dantas, de 2 anos e 9 meses, que dá 99,99% de probabilidade de paternidade ao garçom Francisco Fernandes Dantas, e à dona de casa Francineide Batista Lopes, casados e moradores no bairro Ponta da Praia, em Santos. Por decisão judicial, o menino, registrado por Silvânia Souza como Alisson de Souza, já está com os pais biológicos desde o dia 20.
Alexsandro -ou Eric, como foi registrado- completará 8 anos no dia 27. Ele já colheu sangue para o exame de DNA, assim como a mulher apontada como a verdadeira mãe, a doméstica Ana Paula Vital, 22, que vive na favela da Vila Baiana, no Guarujá. Desde sábado, ele está provisoriamente entregue ao Conselho Tutelar do município. Após o resultado do DNA, a Justiça decidirá com quem ficará.
Silvânia Clarindo Souza é mãe de outros seis filhos, segundo disse à polícia. Desses, quatro seriam biológicos e de um mesmo pai -dois deles já morreram. Os outros são duas meninas, uma de 10 e outra de 13 anos, que ela afirmou ter recebido em doação de outras mulheres.
O delegado titular da DIG, Gaetano Vergine, informou que a polícia já encontrou a mãe da menina de 10 anos, moradora na Baixada Santista, que teria admitido, informalmente, ter entregue a menina em 1994.
Em todos os quatro casos -os das duas meninas e os de Filipe e Alexsandro- as crianças foram declaradas pela mulher como nascidas em casa. Por meio da checagem das crianças nascidas em casa em abril de 2001 -cujos registros foram solicitados às promotorias da Infância e da Juventude de todo o Estado-, os policiais chegaram a Filipe e começaram a esclarecer os casos.

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