Porto Alegre - A empregada doméstica Maria Rita Soares, de 63 anos, pediu a exumação dos restos mortais do ex-presidente João Goulart e um exame de DNA para reconhecimento de paternidade em processo que tramita na 4 Vara de Família de Porto Alegre desde abril.
Na mesma ação, também solicita a anulação da partilha dos bens do ex-presidente, feita em 1984, e a incorporação do sobrenome Goulart ao seu nome. O processo está paralisado porque um dos filhos de João Goulart ainda não foi localizado para citação.
Maria Rita sustenta que sua mãe, Antônia, empregada numa das fazendas da família do ex-presidente, engravidou em 1939. O patrão teria convencido o peão Antônio Soares a assumir a paternidade em troca de um sítio. Maria Rita só ficou sabendo da história há dois anos.
O advogado da família Goulart, Nei Soares, classificou o caso de Maria Rita como uma ''aventura jurídica''.

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