Doméstica acha nome do
marido em lista do HGV
A doméstica Maria Heloísa Avelino Oliveira descobriu ontem, depois de quatro meses de agonia, o destino do marido, o padeiro Agnaldo de Oliveira, de 44 anos, que saíra para trabalhar e não voltou. Ela encontrou o nome de Oliveira na relação dos 49 cadáveres liberados irregularmente do Hospital Getúlio Vargas (HGV) e publicada num jornal do Rio. No HGV Maria Heloísa foi informada que o marido fora enterrado como indigente no Cemitério de Santa Cruz. Oliveira é segundo caso comprovado de desvio de corpos do hospital - alguns deles foram enviados para a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e para a Faculdade de Medicina de Teresópolis (FMT), na região serrana. A suspeita de irregularidades foi levantada quando a família do ambulante Manoel Paulino dos Santos Filho descobriu, após 45 dias de busca, que seu corpo estava num tanque de formol da FMT. A partir da denúncia da família o HGV decidiu investigar e chegou à relação de 49 corpos.

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