Por seis votos a um, o ex-funcionário do Detran de Minas Gerais, Eduardo Alves Salgado, o ‘‘Dom Ratão’’, foi condenado, no início da madrugada de ontem, em Belo Horizonte, pelo 2º Tribunal do Júri do Fórum Lafaiette, a 54 anos de prisão, pela morte de três menores, em março de 1996. O crime ficou conhecido como ‘‘Chacina do Taquaril’’, em uma referência à favela da periferia da Capital mineira, na qual os meninos foram assassinados a tiros.
A testemunha de acusação Rodrigo da Silva Andrade, o ‘‘Indinho’’, de 18 anos, confirmou ao juiz Jair Varão, que presidiu o julgamento, que teria conseguido escapar da chacina no momento em que os meninos mortos - Gilmar Alves França, o ‘‘Gil’’, de 14 anos; Jamil Martins Romão, o ‘‘Monstrinho’’, de 15 anos; e Júnio Sandro Marques Leão, o ‘‘Juninho’’, de 16 anos - foram raptados do centro de Belo Horizonte por homens que estavam no Gol de placas EA-0044.
Rodrigo Andrade reconheceu ‘‘Dom Ratão’’ como um dos raptores, apesar de outras testemunhas também apontarem para a existência de mais envolvidos no crime, apenas Eduardo Alves Salgado foi indiciado e levado a julgamento até então. Sua condenação é de 18 anos de prisão por cada uma das três mortes. ‘‘Dom Ratão’’, que respondia ao processo em liberdade, saiu do Forum Lafaiette direto para a cadeia.

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