Dom Geremias relata encontro com papa Francisco
Arcebispo de Londrina e outros bispos do Paraná participaram da tradicional Visita Ad Limina Apostolorum
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sábado, 29 de fevereiro de 2020
Arcebispo de Londrina e outros bispos do Paraná participaram da tradicional Visita Ad Limina Apostolorum
Vitor Ogawa - Grupo Folha 

O arcebispo de Londrina, dom Geremias Steinmetz, retornou de viagem à Roma nesta sexta-feira (28) e relatou sobre a visita que realizou, junto com os demais bispos do Paraná, entre 17 e 27 de fevereiro, ao papa Francisco, aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo e às principais basílicas e dicastérios da Cúria Romana.
A tradicional Visita Ad Limina Apostolorum é prevista no Código de Direito Canônico a cada cinco anos. No entanto, a última Visita Ad Limina dos bispos do Paraná foi realizada em 2010. Como dom Geremias foi ordenado bispo em 2011, esta foi a sua primeira Visita Ad Limina.
Para esses encontros, os grupos são divididos por países ou regionais. Os pontos altos são o encontro com o papa Francisco e a celebração nos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo.
Ele relatou que a visita ao papa, cujo tempo protocolar previsto para o encontro seria de 45 minutos, durou 3 horas e 10 minutos.“ Ele nos recebeu como se estivesse na casa dele.”

Dom Geremias, que é o presidente do Regional Sul 2, foi o responsável por fazer um discurso ao pontífice em nome dos bispos. Na ocasião, eles apresentaram um relatório completo da situação das dioceses e, durante pouco mais de três horas, conversaram com o papa Francisco sobre a realidade da Igreja Católica no Paraná.
“Eu tive a graça de fazer o discurso ao Santo Padre e mais ainda que ele referiu ao meu discurso cinco vezes durante o encontro, nessas 3 horas. Depois, fiz o discurso para a doutrina da fé, falando para a congregação onde tem gente extremamente preparada.”, destaca.
Segundo Steinmetz, como experiência pessoal, essa visita representou um passo muito profundo em seu episcopado. “Para mim, parecia algo que estava faltando. Me esforcei bastante para essa visita. Foram várias visitas a Curitiba para que tudo estivesse bem preparado”, afirmou, confessando que levou sua câmera fotográfica para registrar tudo.
Steinmetz relatou que, no dicastério, falou e conversou bastante sobre a possibilidade de Madre Leônia Milito seja consagrada a primeira santa do Paraná. “Conversamos com o monsenhor Marcelo Bartolucci, que conheceu Madre Leônia como jovem irmã. Ele está direcionando o processo de beatificação e a canonização que esperamos que aconteça”, destaca.
DENGUE E CORONAVÍRUS
Como estava na Itália, o arcebispo falou sobre o coronavírus. “Na Itália, como um todo, existe muita preocupação. As notificações estão mais presentes no norte da Itália. Em Roma, houve um caso. No avião, vindo para cá, usei máscaras e outros bispos também. No avião, deram lenços quentinhos para limpar as mãos. Chegamos em São Paulo e nos foi orientado tudo isso que falamos sempre: de lavar as mãos, não tocar em corrimões ou se tocar lavar a mãos. Estas coisas têm mais força de proteção que a própria máscara. É melhor prevenir que remediar”, destaca.
A Mitra Arquidiocesana de Londrina emitiu orientações para evitar o aperto de mão nas acolhidas aos fiéis. “Vamos entender que isso pode representar um perigo. Evitar dar as mãos durante o Pai Nosso, omitir o abraço da paz, um ato litúrgico bonito, mas não vai comprometer a liturgia se deixarmos de lado o abraço da paz.”
O arcebispo orienta os padres a distribuir a comunhão exclusivamente nas mãos. “Podemos tranquilamente receber a comunhão nas mãos, com as mãos representando um altar”, explicou. Após receber a hóstia nas mãos, a pessoa pode pegá-la com a mão direita e comungar normalmente.
Sobre a dengue, ele ressaltou que cada pessoa tem que cuidar se seu quintal e ver como responsabilidade social. “Talvez, você não pegue dengue, mas o seu vizinho pode pegar por causa de seu quintal sujo.”


