São Paulo - O cardeal-arcebispo metropolitano de São Paulo, dom Cláudio Hummes, pediu hoje que o governo ‘‘agisse emergencialmente’’ para conter a onda de criminalidade no Estado. O anúncio foi feito durante a missa em comemoração aos 448 anos da capital paulistana, realizada na capela José de Anchieta (centro da cidade).
O evento reuniu cerca de 300 pessoas, além de autoridades como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), a prefeita Marta Suplicy (PT), secretários estaduais e municipais e representantes das Ilhas Canárias.
Durante a missa, dom Hummes citou o assassinato do prefeito Celso Daniel, afirmando que o crime ‘‘fez crescer o medo e a revolta da sociedade’’. Segundo ele, os governos federal, estadual e municipal deveriam se empenhar mais para oferecer segurança aos cidadãos.
O governador Geraldo Alckmin procurou não se opor ao discurso do cardeal, limitando-se a dizer que as palavras de dom Hummes ‘‘mereciam reflexão’’ e que o Governo do Estado estaria se empenhando para conter a escalada da violência.
Já a prefeita Marta Suplicy rebateu as críticas do arcebispo afirmando que ‘‘talvez ele esteja desinformado (sobre as ações sociais da prefeitura)’’.
Ao meio-dia, durante um show comemorativo realizado na av. Paulista, a prefeita voltou atrás e disse que o arcebispo tinha razão em suas críticas. ‘‘ele falou o que todos sentimos. A cidade precisa de mais investimentos para combater o crime organizado.’’
Sobre sua segurança pessoal, a prefeita afirmou que não está tomando nenhum cuidado especial em virtude dos assassinatos dos prefeitos petistas Celso Daniel (Santo André) e Antônio da Costa Santos (Campinas).
Presente no evento do meio-dia, o deputado federal José Genoíno (PT) também declarou que não toma cuidados especiais de segurança. ‘‘A segurança tem de ser para o povo, para a cidade. Não é só para os petistas.’’

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