Dom Cláudio Hummes nasceu em Montenegro (RS). Ordenou-se padre em Divinópolis (MG) em 1958. Em 1963, concluiu seu doutorado em filosofia, em Roma. Foi membro da Comissão Episcopal da Pastoral e Assistente Nacional da Pastoral Operária de 1970 a 1990. Sua ação obteve notoriedade nacional durante a década de 1970, nos anos da ditadura militar, quando apoiou publicamente o movimento sindical, apoiou as greves do setor metalúrgico e abriu as igrejas para as organizações sindicais que o governo negava existência.
No final dos anos 70, quando era bispo de Santo André, dom Cláudio Hummes, 66, apoiou as greves dos metalúrgicos do ABC, enfrentando a polícia e os empresários. Era considerado um expoente do clero progressista, mas hoje, é um dos principais representantes do clero conservador.
Nomeado bispo de Santo André (SP) em 1975, permaneceu no cargo até julho de 1996, quando foi nomeado arcebispo de Fortaleza (CE). Em 1980 foi eleito delegado para o Sínodo sobre a Família e, em 1997, para a Assembléia Especial do Sínodo dos Bispos para a América.
Nos anos 90, passou a dar prioridade aos movimentos ligados à espiritualidade, como a Renovação Carismática Católica (RCC), deixando em segundo plano as pastorais sociais e as Comunidades Eclesiais de Base. No ano passado, por exemplo, puniu o padre Valeriano Paitoni, da igreja de Nossa Senhora de Fátima, que defendeu a distribuição de preservativos entre os pobres para evitar a transmissão da Aids.
O papa João Paulo II o nomeou arcebispo de São Paulo em 15 de abril de 1998, em substituição a dom Paulo Evaristo Arns. (Agência Folha)

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