Nova York, 07 (AE-DOW JONES) - O dólar voltou a subir frente ao iene e ao euro em Nova York, embora dentro de margens bastante estreitas. O trader Thomas Arnold, do Dai-Ichi Kangyo Bank, brincou que ele e seus colegas estão estudando mudar de carreira, porque "está difícil ganhar a vida" operando dólar/iene.
A faixa de oscilação do iene continua comprimida pela ameaça de novas intervenções por parte do Banco Central do Japão, de um lado, e vendas de ienes por exportadores japoneses, de outro.
Quanto ao euro, sua incapacidade de recuperar-se do movimento de queda iniciado dia 25 de junho está deixando os analistas cada vez mais céticos em relação à moeda. O indicador de encomendas à indústria alemã em maio, divulgado pela manhã, não teve impacto positivo para o euro.
Analistas observaram que há uma preocupação crescente com a credibilidade do euro e do Banco Central Europeu, especialmente depois dos informes, que circularam ontem, de que a França estaria estudando abandonar algumas disposições do Tratado de Maastricht.
Há poucos dias, a União Européia (UE) abriu mão de fazer críticas à Itália, que ignorou o teto europeu para o déficit orçamentário. "O Tratado de Maastricht já não é virgem. Pouco a pouco, ele vem sendo tornado inútil e isso está erodindo a confiança no euro", comentou o consultor Dennis Gartman, editor do boletim Gartman Letter, ouvido pela Dow Jones.
A libra, por sua vez, caiu hoje à mínima de US$ 1,5560, valor mais baixo desde setembro de 1996. A moeda britânica é pressionada pelo diferencial de taxas de juro entre o Reino Unido e os Estados Unidos. O Banco da Inglaterra se reúne amanhã e a previsão é de que não voltará a cortar as taxas de juro.
No fim da tarde em Nova York, o iene era negociado a 122,22 por dólar, de 122,05 por dólar ontem; o euro era negociado a US$ 1,0223, de US$ 1,0238 ontem; a libra era cotada a US$ 1,5598, de US$ 1,5622 ontem.

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