Dólar vai a R$ 1,86, repetindo alta de março
São Paulo, 9 (AE) - O dólar superou hoje a barreira de R$ 1,86, o que não acontecia desde meados de março passado, pressionado pelo clima político, segundo operadores e analistas do mercado financeiro. As eleições na Argentina e uma possível elevação dos juros nos Estados Unidos compõem o cenário externo. No Brasil, o que pesa é a constante tensão entre governo e seus próprios aliados no Congresso, o que prenuncia dificuldades para aprovação de reformas necessárias ao ajuste fiscal.
"Desde o lançamento do real, a economia sempre precisou do Congresso para aprovar medidas fundamentais à estabilidade. Agora, o presidente do Congresso, até então o maior aliado de FHC, diz que o Legislativo não é uma agência do governo para resolver problemas do Executivo e que também tem projetos próprios para aprovar", afirmou um operador. Analistas afirmam ainda que essa situação cria um clima de incerteza em relação às contas do governo, principalmente quanto ao próximo ano, já que as metas para 99 deverão ser atingidas.
O reflexo imediato desse quadro é percebido no mercado de câmbio, onde o Banco Central não está intervindo. O dólar comercial fechou com alta de 0,98% em relação ao fechamento de sexta-feira, cotado a R$ 1,8610 na compra e R$ 1,8630 na venda. No paralelo, a alta foi de 0,27%, a R$ 1,863 na compra e R$ 1 883 na venda. Na média do dia, calculada pelo BC (Ptax), a moeda norteamericana teve uma pequena queda, de 0,21%. A cotação média de compra foi de R$ 1,8446 na compra e R$ 1,8454 na venda.Por Mario Rocha ATENÇÃO EDITOR: Esta retranca contém trechos que já seguiram na COLUNA DO MERCADO.





