São Paulo, 23 (AE) - A combinação de fatores externos e internos levou o dólar a romper hoje a barreira dos R$ 1,90. No fechamento do mercado a moeda era negociada a R$ 1,9060 - a máxima do dia - em alta de 0,79% em relação ao dia anterior.
A quinta-feira até que teve algumas boas notíciais (como a queda das taxas de juros anunciada na véspera e o resultado das contas do Tesouro Nacional), mas sem impacto no mercado, que vem sendo contagiado pelos acontecimentos verificados nos últimos dias na Bolsa de Nova York.
Nem mesmo o leilão de títulos cambiais atenuou a pressão sobre o câmbio, que, segundo analistas, partiu do mercado de juros em menor grau, tanto que em boa parte do dia a cotação ficou oscilando entre R$ 1,8910 e R$ 1,8940.
Os principais fatores de alta vieram do mercado externo. Especialmente depois das 15 horas, quando o mercado norte-americano acentuou a tendência de queda. Esse, de fato, vem sendo um forte fator de pressão, segundo analistas, que há dias vem se manifestando.
A Bolsa de Valores de Nova York acumula uma queda superior a 4% nos últimos três pregões e a queda do dólar em relação ao iene trouxe de volta a expectativa de uma nova alta das taxas de juros nos Estados Unidos.
Diante desses fatos, o mercado procurou reforçar a dose de cautela, buscando proteção no mercado à vista e também de câmbio futuro. "O dólar fechou forte hoje (ontem) e também deverá abrir em alta amanhã (hoje)", afirmou um operador.
Leilão - O Banco Central (BC) vendeu ontem em leilão a oferta integral de 500 mil NBC-E, com emissão em 23 de junho de 1999 e vencimento em 23 de junho de 2001 à cotação única de 88 8732, taxa correspondente de 14,77%.

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