São Paulo, 12 (AE) - O dólar caiu 0,88% hoje, fechando na menor cotação (R$ 1,6950) desde o dia 21 de janeiro. O nível de R$ 1,70 é considerado psicológico porque foi a cotação acertada no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para vigorar em dezembro deste ano. E os operadores esperam nova queda amanhã (13).
No fim da tarde de hoje alguns poucos negócios chegaram a ser fechados a preços ainda mais baixos: R$ 1,6850. "Não dá para apostar que amanhã vai cair mais, pois o BC tem atuado para impedir que o mercado fique muito volátil, mas o dólar fechou mostrando que a tendência é de queda", disse um operador.
A queda na cotação da moeda norteamericana é atribuída basicamente a dois fatores: fluxo positivo, com expectativa de que mais recursos entrem no País para as bolsas e os fundos de renda fixa capital estrangeiro, e a expectativa de que os juros caiam mais, o que favorece as atuais aplicações que rendem juros.
Mas as operações de arbitragem entre a cotação do dólar à vista e a do mercado futuro também contribuíram para a queda do dólar no mercado à vista. Essas operações deram margem à rentabilidade na venda de dólar à vista conjugada com a compra no mercado futuro. Os contratos futuros mais líquidos fecharam em queda: o dólar de maio fechou em R$ 1,706 e o de junho, em R$ 1,726.
Se, por um lado, o mercado comemora a queda do dólar em virtude do ingresso de capital especulativo no País, por outro lado as preocupações crescem em relação ao desempenho da balança comercial. "Há ainda pouca procura para fechamento de câmbio de exportação, principalmente de soja, açúcar e suco de laranja, que nesta época deveriam estar fechando mais negócios."

mockup