Dólar atinge a cotação mais alta no mês
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domingo, 26 de setembro de 1999
Por Cleide Sánchez Rodríguez 
São Paulo, 27 (AE) - Poucos negócios e pouca moeda em circulação levaram o dólar a atingir hoje o nível mais alto desde 1º de setembro, quando a cotação superou R$ 1,935. No fechamento do mercado, a moeda era negociada por R$ 1,9240, em alta de 0,73% em relação à véspera.
Apesar da pressão de alta, o mercado, segundo analistas e operadores, esteve bastante calmo, mas atento aos desdobramentos do calote parcial da dívida externa do Equador, que resolveu pagar só parte dos bônus vencidos, e da liberação do sistema de bandas cambiais na Colômbia. Nem o mercado internacional reagiu com histeria a esses dois fatos. Os bônus bradies do Equador não despencaram como era de se supor.
No mercado doméstico, operadores também notaram a revisão da projeção de inflação da Fipe/USP em setembro, de 0,5% para 0,7%.
Apesar da pequena surpresa, ela não foi suficiente para mudar o rumo dos juros dos contratos futuros negociados na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O vencimento referente a novembro fechou indicando taxa de juros de 20,49%, ante os 20 74% de sexta-feira.
Ações - Da mesma forma, o vencimento de outubro, no fim do pregão, refletia uma taxa de juros de 19,48%, ante os 19,61% da véspera.
A pequena alta do Índice Bovespa (Ibovespa) não refletiu o desempenho das ações do setor bancário, que estão a todo vapor. Entre as cinco maiores altas de hoje da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), três são papéis de bancos: Itausa (5,9%)
Itaubanco (5,8%) e Bradesco (3,5%). A maior queda ficou por conta de Banespa PN, que acusou desvalorização de 4,25%.
O banco paulista, que passou á mãos da União em dezembro de 1997, vai arcar com uma forte perda de seu patrimônio com a multa de R$ 2,8 bilhões cobrada pela Receita Federal. O banco vai recorrer da decisão, mas já é certo que a privatização vai atrasar mais.


