Londres, 22 (AE-AP) - Dois homens receberam pena de prisão hoje (22) pelo assassinato de um músico negro cuja família vinha lutando a dois anos para persuadir a polícia de que ele não havia se suicidado.
Mario Pereira, de 26 anos, que foi considerado culpado por assassinato ontem, foi sentenciado à prisão perpétua. Charalambous Constantinou, de 27, recebeu 10 anos de prisão por homicídio não premeditado. Ambos negam ter assassinado Michael Menson, de 30 anos, que foi encontrado queimado e praticamente nu no norte de Londres em 28 de janeiro de 1997.
Manson, o filho de um diplomata de Gana, tinha um histórico de problemas psiquiátricos, levando a polícia a acreditar que ele teria ateado fogo em seu próprio corpo.
Segundo o juiz William Cage, que pronunciou a sentença, há dúvidas ainda se o crime tenha sido realizado por motivos raciais. Entretanto, ele confirmou que, ao tentar explicar o crime, Pereira afirmou: "Qual o problema, ele era negro?!".
Menson morreu em 13 de fevereiro de 1997 de complicações das queimaduras e depois de dois ataques cardíacos. A polícia não havia feito progresso no caso até janeiro deste ano, quando a Força contra Crimes Raciais e Violentos da Scotland Yard tomou o controle do caso. Três meses depois, as prisões começaram a ser efetuadas.
A Polícia Metropolitana também vem sendo criticada por realizar uma investigação superficial do assassinato de Stephen Lawrence, um jovem negro de 18 anos. Cinco homens brancos foram indiciados em 1993, mas nenhum ainda foi a julgamento.
Um relatório oficial sobre o caso emitido em fevereiro afirma que atitudes racistas dentro da polícia prejudicaram a investigação.

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