O MPPR (Ministério Público do Paraná), por meio da 16ª Promotoria de Justiça de Londrina, denunciou seis pessoas pelo roubo de diamantes avaliados em cerca de R$ 15 milhões. O crime ocorreu em novembro de 2024 e teve desdobramentos que revelaram a atuação de uma organização criminosa armada, com participação de policiais militares.

Inicialmente tratado como roubo de malote, o caso mudou de rumo após a Polícia Civil analisar um telefone celular perdido por um dos suspeitos na cena do crime. A perícia no aparelho indicou que o material subtraído não era dinheiro, mas diamantes de alto valor trazidos a Londrina por pessoas ligadas ao Conselho Federal Parlamentar, entidade do Terceiro Setor.

A investigação apontou que o grupo é especializado em crimes patrimoniais, principalmente roubos de cargas valiosas. Com base nas provas reunidas, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos envolvidos, que foi autorizada pela Justiça. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Focinheira, deflagrada em 13 de janeiro.

Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Na casa de um dos integrantes do Conselho Federal Parlamentar, os policiais encontraram diversos objetos e cheques que, somados, ultrapassam R$ 11 milhões.

Ao oferecer a denúncia, a Promotoria requereu ainda a suspensão cautelar das funções públicas de dois policiais militares acusados no esquema. A medida foi deferida pelo Juízo da 3ª Vara Criminal de Londrina.

Entenda o caso

Em 18 de novembro de 2024, quatro homens abordaram um veículo na Rua Eça de Queiroz, no Jardim Shangri-lá, zona oeste de Londrina, e roubaram uma carga de diamantes avaliada em cerca de R$ 15 milhões. À época, as vítimas — dois homens que se apresentaram como delegados parlamentares e um empresário de São Paulo — relataram apenas o furto de objetos pessoais e celulares, sem mencionar as pedras preciosas.

A investigação avançou após um dos criminosos deixar cair um celular no local do crime. A perícia no aparelho revelou conversas e imagens das pedras em um grupo de WhatsApp chamado “Pit Bull Missão”, que deu origem à Operação Focinheira. As mensagens mostraram o planejamento e a execução do roubo, além da participação de policiais militares e de pessoas ligadas à logística do crime.

Dois PMs do 30º BPM foram presos: um sargento da ativa, que atuava na área administrativa, e um soldado que já respondia a processos internos. Um dos executores morreu em confronto com a polícia cinco dias depois do crime; o outro ainda não foi identificado. As pedras não foram recuperadas.(Com informações do MPPR)

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